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Vinblastina

A Vinblastina, inibe a angiogénese que é um processo que consiste no desenvolvimento de novos vasos sanguíneos, sendo por isso um passo essencial na passagem de um tumor para a malignidade. Tal como a Vincristina, a Vinblastina tem um elevado potencial antitumoral sendo utilizada no tratamento do Linfoma de Hodgkin, de leucemias agudas e também no cancro da mama, ovário e testículo. Tem como efeitos adversos  problemas gastrointestinais, respiratórios, neurológicos e pode provocar alopecia.

Farmacocinética

Absorção: a administração é feita por via intravenosa uma vez que a absorção pelo trato gastrointestinal dá-se de forma imprevisível.

 

Distribuição: distribui-se de forma rápida pelos tecidos tendo um volume de distribuição de 27,2 L/Kg e ainda uma extensa ligação às proteínas séricas. A passagem pela barreira hematoencefálica é fraca, não se encontrando por isso em concentrações terapêuticas no líquido cefalorraquidiano.

 

Metabolização: ocorre pela ação da CYP3A4 no fígado, formando também um metabolito ativo designado desacetil-vinblastina.

 

Eliminação: a sua excreção ocorre maioritariamente por via biliar (95%) e minoritariamente pela urina (1%). A sua cinética corresponde a um modelo de 3 compartimentos tendo tempos de semi-vida de 35, 53 minutos e 19 horas.

Referência:

Vinblastina: Resumo das caraterísticas do medicamento, Infarmed, disponível em http://www.infarmed.pt/infomed/download_ficheiro.php?med_id=9184&tipo_doc=rcm - Consultado em 05/05/2017

Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Toxicologia Mecanística no ano letivo 2015/2016 do Curso de Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP). Este trabalho tem a responsabilidade pedagógica e científica do Prof. Doutor Fernando Remião (remiao@ff.up.pt) do Laboratório de Toxicologia da FFUP.

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