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Vincristina

A Vincristina tem um elevado potencial antitumoral sendo por isso utilizada no tratamento do Linfoma de Hodgkin, da leucemia linfoblástica aguda, do neuroblastoma e ainda no cancro da mama, do colo do útero, do ovário e da cervical. No entanto, a Vincristina tem uma toxicidade neurológica marcada, sendo menos tóxica para a medula óssea podendo ainda causar problemas digestivos.

Farmacocinética

Absorção: A vincristina não atravessa a barreira hematoencefálica em quantidades apreciáveis, não sendo por isso recomendada para o tratamento de leucemias do SNC.

Distribuição: A administração de vincristina por injeção intravenosa resulta numa rápida distribuição pelos tecidos orgânicos e ligação aos eritrócitos e às plaquetas.

Metabolização: ocorre por ação da isoenzima CYP3A4 no fígado.

Eliminação: é do tipo trifásica tendo tempos de semi-vida de 1, 7 e 164 minutos. Mais de metade do fármaco desaparece do soro 20 minutos após a injeção. O fígado, a bílis e fezes, são as vias de eliminação primária. Cerca de 33% da dose pode ser encontrada nas fezes até 24 horas e cerca de 2/3 dentro de 3 dias. Cerca de 50% do fármaco é recuperado, sob a forma de metabolitos, mais frequentemente na bílis.

Referência:

Vincristina: Resumo das caraterísticas do medicamento, Infarmed, disponível em http://app7.infarmed.pt/infomed/download_ficheiro.php?med_id=9190&tipo_doc=fi consultado a 05/05/2017

Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Toxicologia Mecanística no ano letivo 2015/2016 do Curso de Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP). Este trabalho tem a responsabilidade pedagógica e científica do Prof. Doutor Fernando Remião (remiao@ff.up.pt) do Laboratório de Toxicologia da FFUP.

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