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Vinflunina

A Vinflunina foi o último alcalóide a ser descoberto, sendo obtido a partir da Vinorelbina e tendo sido utilizado na realização de ensaios iniciais no tratamento de tumores como o cancro da mama metastático e cancro das células não pequenas do pulmão. É ainda utilizada em monoterapia no tratamento do carcinoma avançado ou metastático de células de transição do trato urinário após falha prévia de um regime contendo platina. Apresenta como contraindicações, anemia, neutropenia, leucopenia e trombocitopenia, cardiopatia, doenças gastrointestinais e ainda a redução dos níveis de sódio no sangue.

Farmacocinética

Absorção: é administrada por via intravenosa.

Distribuição: tem uma extensa distribuição nos tecidos, tendo um volume de distribuição de 35 L/Kg. Tem a capacidade de se ligar às proteínas séricas, principalmente à albumina e às lipoproteínas de alta densidade.

Metabolização: Ocorre pela isoenzima CYP3A, podendo ainda ser metabolizada por esterases levando à formação da desacetil-vinflunina (metabolito ativo).

Eliminação: ocorre principalmente pelas fezes, mas também pela urina, tendo um tempo de semi-vida de 40 horas.

Referência:

Vinflunina: Resumo das características do medicamento, EMA disponível em: http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/EPAR_-_Product_Information/human/000983/WC500039604.pdf

Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Toxicologia Mecanística no ano letivo 2015/2016 do Curso de Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP). Este trabalho tem a responsabilidade pedagógica e científica do Prof. Doutor Fernando Remião (remiao@ff.up.pt) do Laboratório de Toxicologia da FFUP.

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