top of page

Vinorelbina

A Vinorelbina é obtida a partir da Anidrovinblastina sendo utilizada no tratamento do Linfoma de Hodgkin, no cancro da mama, do ovário mas em maior escala no tratamento do cancro de células não pequenas do pulmão. Comparativamente aos outros alcalóides da vinca, a Vinorelbina é mais ativa e menos neurotóxica podendo contudo provocar alterações no sangue como a diminuição do número de eritrócitos e leucócitos, provocando ainda perturbações no aparelho digestivo.

Farmacocinética

Absorção: Apesar de poder ser administrada por via intravenosa, contrariamente aos outros alcalóides da vinca é absorvida por via oral (26 a 45%), não sendo influenciada pelos alimentos.

Distribuição: tem uma grande distribuição tecidular com um volume de distribuição de 27 L/Kg. A Vinorelbina liga-se fortemente às células sanguíneas, em especial às plaquetas, embora a sua ligação às proteínas plasmáticas seja fraca.

Metabolização: ocorre pela ação da isoenzima CYP3A4 no figado, dando origem à N-óxido vinorelbina (metabolito inativo), além disso pode ainda ser clivada por esterases, originando a desacetil-vinorelbina que é o metabolito ativo.

Eliminação: é eliminada maioritariamente através das fezes, contudo uma pequena fração pode ser eliminada por via renal. A sua cinética corresponde a um modelo de 3 compartimentos tendo um tempo de semi-vida final de 54 a 76 horas por via oral e de 42 a 45 horas por via intravenosa.

Referência:

Vinorelbina: Resumo das caraterísticas do medicamento, Infarmed, disponível em http://www.infarmed.pt/infomed/download_ficheiro.php?med_id=30994&tipo_doc=rcm - Consultado em 05/05/2017

Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Toxicologia Mecanística no ano letivo 2015/2016 do Curso de Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP). Este trabalho tem a responsabilidade pedagógica e científica do Prof. Doutor Fernando Remião (remiao@ff.up.pt) do Laboratório de Toxicologia da FFUP.

bottom of page